Antes de pensar em tratar um efluente, é essencial entender onde ele será lançado. É exatamente esse o papel da CONAMA 357/2005: definir a qualidade que cada corpo d’água deve manter de acordo com seus usos prioritários.
Essa classificação influencia diretamente o nível de tratamento exigido e os investimentos necessários.
O que é o enquadramento dos corpos d’água
A resolução classifica as águas em:
- Doces
- Salobras
- Salinas
E, dentro delas, em classes que vão de Especial a Classe 4, cada uma com usos permitidos e limites específicos.
Como a classe do rio impacta o tratamento
Quanto mais nobre o uso da água, mais rigorosos são os limites de lançamento.
Exemplo prático:
- Um rio Classe 2 exige controle rigoroso de DBO e oxigênio dissolvido
- Um rio Classe 4 permite usos menos exigentes, mas não dispensa tratamento
O objetivo é evitar o rebaixamento da classe após o lançamento.
Autodepuração e estudos ambientais
Quando o efluente ultrapassa os limites da classe, pode ser exigido um estudo de autodepuração, como o modelo de Streeter-Phelps, que avalia:
- consumo de oxigênio
- capacidade natural de recuperação do rio